18.11.08

Há coisas que me deixam fascinadas ou melhor dizendo estupidificada…

A ignorância, o tornarem a vida dos outros o tema central das conversas, o facilitismo e o descartável que tudo se tornou hoje em dia…

Ok eu sei que sou e já confessei muitas vezes que sou uma romântica incorrigível. Mas como também já perceberam eu como toda a gente já fiz vários buracos na parede com as cabeçadas fenomenais que dei…

De todos houve 3 que me deixaram marca. Quer dizer bem ou mal todos os que tocam a nossa vida nos deixam marca, seja boa ou má…

 

O Rodolfo… mais novo do que eu 1 ano senão me engano, mas meu Deus que pedaço de Homem… Sempre divertido, bem disposto e com 1 energia inesgotável. Aquele rapaz fazia desporto 365 dias por ano, logo garanto que tinha tudo no sitio! Infelizmente deixou-nos a todos cedo demais, aos 18 anos. Apesar de na altura já não estarmos envolvidos o choque foi imenso. Recordo-me de que no dia anterior ao acidente, ter ido ter comigo e de falarmos sobre como tinham sido as férias. As noitadas, as miúdas... Fiquei a saber por um conhecido em comum do que acontecera 2 dias depois. Lembro-me de falar com a mãe ao telefone e de me contar que apesar de ele estar em coma tinha-lhe renovado a matricula na faculdade para que ele não ficasse desapontado com eles. Um acidente estúpido em que das 5 pessoas que iam no carro só ele ficou magoado e os outros nem 1 arranhão tiveram para contar a história… Ás vezes também sou um pouco mórbida e esta foi uma das alturas. Porque só acalmei o meu espírito quando lhe vi a cara novamente. Tinha um ar calmo, como se tivesse morrido em paz. Senti que a expressão dele me dizia: “Estou bem, não te preocupes comigo!” Quando temos 19 anos  ganhamos uma nova perspectiva de vida com estas situações.  

 

O Gonçalinho apareceu na minha vida tinha eu 22 anos. Também mais novo que eu acompanhou a pior altura da minha vida. Aquela em que apesar de já estar má ficou pior e em vez de quebrar, lutei. Juro que nem sei muito bem como fiz. Obviamente que nessa fase o meu humor ia dos 0 aos 100 em 0,01 Seg.… (Não estou a exagerar!!!) A paciência dele nessa altura foi infinita, ouvia-me e repetia constantemente: “Respira… Lembra-te que nem todos têm culpa! Calma!!!” E por muito estranho que pareça hoje quando me passo ainda oiço a voz dele na cabeça e acalmo. Conhecemo-nos numa festa de aniversário de 1 amigo em comum. Muito educado, simpático, divertido e muito, muito romântico… Foi decididamente o namorado mais romântico que tive até hoje. Nunca fomos passar um fim-de-semana juntos ou férias mas os presentes que me oferecia eram pura e simplesmente porque se lembrava. Umas peúgas porque sabia que ía achar piada ao boneco, uma flor apanhada no canteiro á porta do prédio porque me faria sorrir… Pequenas coisas que não eram dadas pelo valor monetário que tinham mas que eram sentidas e oferecidas de coração. Acabámos por perder algum contacto porque os anos passam, a vida passa, mas quando nos vemos não existe sorrisos amarelos ou desconfortáveis… E confesso que gostei da última namorada que lhe conheci!

 

O H… Nesta altura eu tinha um quarto de século e ele mais 1 ano e picos. Conhecemo-nos por intermédio de uma amigo comum. Noite de Sto. António, Bairro da Bica, sensivelmente 5.30hrs da manhã… Foi um ano e uns meses de namoro oficial com altos e baixos… Confesso que muitas vezes senão fosse a paciência dele a coisa não teria durado tanto. Depois começou o “acta nem desata”… Durante 2 meses não larguei o “osso”. Quando decidi largar o “osso” veio atrás. E quando dei por isso passamos um ano nisto… Eu sabia o que queria e ele perdeu as certezas.

Nunca fui mulher de fazer comparações mas hoje abro uma excepção. A diferença entre o H e todos os outros é que depois da relação terminar eu sentia saudades da relação que tinha com eles e não deles em si. Sei que aprendi a diferença entre paixão e amor…

Mas ouvi ou li em qualquer lado que o nosso 1º amor verdadeiro nem sempre corre bem. E foi isso que aconteceu.

Estou a aprender a viver sem ele. Hoje olho para trás e percebo que já chega de correr atrás de incertezas e de quem não me quer.

 

Estou a apaixonar-me novamente por mim. E isso vale milhões…

 

sinto-me:
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Desabafado por Guitinha às 11:16
|  O que é?

Ora nem mais! Ninguém gostará tanto de nós, como nós proprios, portanto, auto-estima em alta! Beijinhos!
Miss M a 18 de Novembro de 2008 às 14:49

Um texto muito interessante, uma viagem ao passado onde tiveste oportunidade de aprender com todas as situações que viveste. A vida é mesmo assim...feita de encontros e desencontros.
Beijinho
daplanicie a 18 de Novembro de 2008 às 17:05

Gostei do li parece com meu caso
joel a 30 de Novembro de 2008 às 19:39

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